| QUAIS AS CONTRIBUIÇÕES DESSE PROJETO |
Primeira
contribuição do AENE:
Capacitar 2000 professores para diagnosticar obesidade e/ou
desnutrição em seus alunos, por meio do peso e
da estatura, para que ele possa ser o mediador direto da edificação
de conceitos saudáveis como bons hábitos alimentares
e prática regular de exercícios físicos.
A aprendizagem obtida neste curso se perpetuará na didática
e nos projetos pedagógicos pelos próximos anos
de toda carreira profissional destes professores.
Segunda contribuição do AENE:
Atender, aproximadamente, 600.000 (seiscentos mil) escolares
paulistanos das regiões da periferia do município
de São Paulo e identificar os que são obesos e
desnutridos, tanto para alertar familiares quanto encaminhar
alunos para tratamento adequado. Mesmo os alunos em boas condições
de saúde serão beneficiados, pois, ao serem informados
na infância para aprenderem, precocemente, a fazer boas
escolhas, desfrutarão de melhores condições
de saúde e, por conseqüência, tornar-se-ão
cidadãos com maiores condições de alcançar
um adequado desenvolvimento humano.
Terceira
contribuição do AENE:
Informar professores, e estes a seus alunos, sobre como a alimentação
e a prática regular de exercícios físicos
interferem na formação do corpo e como este reflete
sua saúde. Possibilitar debates e discussões que
estimulem os alunos sobre a percepção corporal
para, desta forma, influenciar de maneira positiva na formação
do auto-conceito e auto-estima dos escolares a fim de que elaborem,
de maneira otimista, seu próprio projeto de vida.
Quarta contribuição do AENE:
Encaminhar adolescentes obesos ou desnutridos (desavisados por
estarem à margem do sistema de saúde), para atendimento
e tratamento especializado e, desta forma, evitar as sérias
conseqüências das alterações do estado
de nutrição. Como resultado diminuir os custos
para os sistemas de saúde (pois prevenir é mais
barato do que tratar), além de desacelerar, em São
Paulo, a evolução tanto da obesidade quanto da
desnutrição na população de muito
baixa renda. Ressalta-se que os alunos em desnutrição
identificados nos projetos AENE I e II foram convidados (pelos
professores e diretores) a fazerem mais 2 refeições
por dia na escola. Esta atitude melhora significativamente o
estado de saúde das crianças desnutridas e não
onera, de forma importante, o custo da refeição
para o Estado.
Quinta
contribuição do AENE:
Permanecer de forma relevante, por 8 meses, ao lado de crianças
e adolescentes para fortalecer os laços da relação
professor-aluno. Afinal, se é apenas pela educação
que se pode diminuir a violência e a produção
de lixo, melhorar as condições de uso das fontes
de energia renováveis e não-renováveis,
da saúde das pessoas e do planeta, é nos professores
que se precisa investir. Desta forma, num futuro próximo,
os gastos com treinamento de pessoas dentro da empresas, para
este fim, não serão necessários justamente
porque os professores, com auto-conceito mehorado, apresentarão
maior comprometimento com suas tarefas profissionais e, certamente,
nossos jovens tornar-se-ão adultos melhores e mais responsáveis
(consigo mesmos e com os outros). Toda evolução
precisa começar pelos professores, na escola, com reflexo
direto nas crianças e adolescentes.